Imagem: TingTing Huang
É difícil escrever sobre o que é real.
Imagens em close-ups, seus poros, o cabelo sujo,
fios e bolotas de cabelo no chão.
O real quase se torna irreal, dissolve entre os dedos e a tinta quando tento descrever essa sensação terrível que é te ver todo dia de manhã.
Terrível, amarga feito o gosto do café matinal que você deixa pra mim.
Tétrica, feito a visão do seu corpo seminu na penumbra quando me deito de madrugada.
Absurdo tentar descrever a sensação de quando você sai. E de quando você volta. De não suportar estar junto e de morrer de medo de ficar só.
Dos planos frustros e das neuroses em frangalhos, tentando emergir.
Corações desenhados, beijo, queijo e compras, o lixo, a roupa no chão.
A correria do dia, das ruas, das horas, do tempo, do meu e do seu que agora são nossos,
que horror.
Acho que te amo e te detesto e te amo ainda mais quando te detesto.

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