Imagem: TingTing Huang
Eu queria me preocupar com as consequências, eu queria,
mas eu só consigo me preocupar com a hora em que você vai chegar pra dormir comigo.
Queria me preocupar com os sentimentos das outras pessoas, mas só consigo pensar em jeitos novos de encostar minha boca na sua.
Queria me preocupar com roupas e meu cabelo bagunçado, mas só quero mesmo é passar a perna por cima do seu corpo e te abraçar apertado.
Queria me preocupar em engordar demais, mas quero mesmo é que você me convide pra jantar e pra tomar sorvete.
Eu queria não querer tanto beijar a sua boca,
mas aí você chega e derrete meus muros de gelo, e aceita meu labirinto,
brincamos de Marco Polo pelas galerias subterrâneas e, quando eu me percebo, tô correndo pra te encontrar mais rápido, mais cedo.
Porra, eu queria dar um basta nisso, queria te explicar que eu sou undateable, eu sou horrível, monstruosa, ciumenta, triste e infeliz,
eu derrubo barcos,
destruo mundos.
Mas eu não quero te afastar, eu quero você mais perto,
eu quero o seu sorriso absurdamente infantil e fofo, eu quero não ter medo de mais nada.
Minto, queria ter medo do que as pessoas vão dizer,
de como vão enxergar isso que tá acontecendo,
mas eu só quero não soltar sua mão.
Eu tô feliz, horror dos horrores.
Eu tô muito feliz.
Você me faz feliz.
E isso é absurdo,
bizarro,
esquisitíssimo.
E maravilhoso.
Eu não quero outra coisa, não quero viver de outra maneira.
E eu queria me preocupar com o final dessa história, como momento em que você vai embora, mas ei
Obrigada
Obrigada por existir agora.
Por hoje.
O resto a gente vê depois que o efeito da dopamina passar.
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41x02 Pra você dar o nome
Postado por
garota solteira procura,
Imagem: TingTing Huang
Eu tenho que escrever sobre você.
Tanto, tanto. Uma temporada inteira sobre os últimos dias.
Eu tenho que escrever sobre o seu suéter de azul, o seu carro e noites frias demais.
Tenho que escrever sobre o quanto você fica feliz quando come frutas cobertas de chocolate.
Sobre a primeira vez em que eu pensei "E se?" sobre nós dois.
Papa, Lhamacaco, lhamas e macacos.
Seu garoto estranho, maluco,
eu tenho que escrever sobre nossas conversas bizarras fora do horário comercial, sobre "The edge of seventeen", sacrifícios, Hip to be square, substância cinzenta e doritos.
Também sobre frango xadrez e todas as garotas que você já beijou na boca.
Sobre seu gato e os pelos dele que se infiltram nas suas roupas. Tô bem feliz por não ser alérgica.
Sobre todas as viagens noturnas de carro, sobre colocar a cabeça pra fora da janela, minhas tentativas frustras de não pensar no quanto era bom ficar perto de você.
Sobre temaki, o verão, chocolates, peixes dourados, empurrões. Sobre o jeito como você me deu as costas, pulp fiction e a tarde em que eu não fui com você pra qualquer lugar.
Eu quero falar, eu não quero só escrever, eu quero contar histórias sobre filmes, frio, sorvetes, colheres derretidas, canecas mágicas com água, sobre o seu rosto e o primeiro gosto da sua boca na minha, sobre a familiaridade e estranheza de tocar o seu corpo no meio da noite e sob as primeiras luzes da manhã, sobre as conversas que temos antes de dormir enquanto tentamos não dormir.
Quero sair por aí criando poemas, espalhando felicidade e contando pras pessoas sobre as coisas que fazemos na penumbra. Quero escrever sobre a poesia da sua mão na minha, a sua expressão quando toma sorvete, as nuances de cores do seu rosto e das suas costas, o tom engraçado da sua voz e suas histórias.
Quero criar histórias sobre cada detalhe do seu corpo e me assustar com a nossa intensidade bizarra. Eu quero acordar com você, eu quero voltar pra casa, pra você e eu quero não ter medo disso.
Somos intensos, somos malucos, e isso é lindo.
Eu tô com medo, eu tô sempre com medo,
mas não quando eu tô com você.
Isso é novo,
isso é bom,
isso é belo,
sensacional.
Eu tenho que escrever sobre você.
Tanto, tanto. Uma temporada inteira sobre os últimos dias.
Eu tenho que escrever sobre o seu suéter de azul, o seu carro e noites frias demais.
Tenho que escrever sobre o quanto você fica feliz quando come frutas cobertas de chocolate.
Sobre a primeira vez em que eu pensei "E se?" sobre nós dois.
Papa, Lhamacaco, lhamas e macacos.
Seu garoto estranho, maluco,
eu tenho que escrever sobre nossas conversas bizarras fora do horário comercial, sobre "The edge of seventeen", sacrifícios, Hip to be square, substância cinzenta e doritos.
Também sobre frango xadrez e todas as garotas que você já beijou na boca.
Sobre seu gato e os pelos dele que se infiltram nas suas roupas. Tô bem feliz por não ser alérgica.
Sobre todas as viagens noturnas de carro, sobre colocar a cabeça pra fora da janela, minhas tentativas frustras de não pensar no quanto era bom ficar perto de você.
Sobre temaki, o verão, chocolates, peixes dourados, empurrões. Sobre o jeito como você me deu as costas, pulp fiction e a tarde em que eu não fui com você pra qualquer lugar.
Eu quero falar, eu não quero só escrever, eu quero contar histórias sobre filmes, frio, sorvetes, colheres derretidas, canecas mágicas com água, sobre o seu rosto e o primeiro gosto da sua boca na minha, sobre a familiaridade e estranheza de tocar o seu corpo no meio da noite e sob as primeiras luzes da manhã, sobre as conversas que temos antes de dormir enquanto tentamos não dormir.
Quero sair por aí criando poemas, espalhando felicidade e contando pras pessoas sobre as coisas que fazemos na penumbra. Quero escrever sobre a poesia da sua mão na minha, a sua expressão quando toma sorvete, as nuances de cores do seu rosto e das suas costas, o tom engraçado da sua voz e suas histórias.
Quero criar histórias sobre cada detalhe do seu corpo e me assustar com a nossa intensidade bizarra. Eu quero acordar com você, eu quero voltar pra casa, pra você e eu quero não ter medo disso.
Somos intensos, somos malucos, e isso é lindo.
Eu tô com medo, eu tô sempre com medo,
mas não quando eu tô com você.
Isso é novo,
isso é bom,
isso é belo,
sensacional.
41x01 Tempestades
Postado por
garota solteira procura,
Imagem: TingTing Huang
É exatamente por isso que eu não posso gostar.
Marte e plutão,
eu não consigo esperar.
Eu quero você agora.
Eu quero teu rosto cortado pelo frio.
Agora ou nunca.
Eu quero poesia, luzes, estrelas,
o seu mundo inteiro,
eu não quero migalhas.
Eu sou intensa.
SIM
Eu sou do tipo que quebra pratos,
eu empurro você contra a parede e te digo que devemos pular.
Vamos pular.
Você não pode vir,
se não puder vir por inteiro.
Eu sou uma doida furiosa,
incorrigível,
incurável,
eu quero amor,
eu quero paixão,
eu quero gritar por aí o seu nome,
eu não quero nada morno.
Eu quero agora,
eu quero escuridão,
eu quero luz pura,
não tô pronta pra estabilidade,
eu quero explosão
eu quero mais.
E eu sei que isso não é possível,
não é humanamente possível.
Então não venha.
Por favor,
não venha.
Eu tô bem sozinha,
estável,
quase ok.
Mas se você vier,
elétrico,
raio,
furacão,
trovões,
tem que ser pra se afogar em mim,
naufragar,
não consigo lidar com meios termos,
nem com gente que só quer molhar os pés.
Se você vier,
tome fôlego:
vai doer.
É exatamente por isso que eu não posso gostar.
Marte e plutão,
eu não consigo esperar.
Eu quero você agora.
Eu quero teu rosto cortado pelo frio.
Agora ou nunca.
Eu quero poesia, luzes, estrelas,
o seu mundo inteiro,
eu não quero migalhas.
Eu sou intensa.
SIM
Eu sou do tipo que quebra pratos,
eu empurro você contra a parede e te digo que devemos pular.
Vamos pular.
Você não pode vir,
se não puder vir por inteiro.
Eu sou uma doida furiosa,
incorrigível,
incurável,
eu quero amor,
eu quero paixão,
eu quero gritar por aí o seu nome,
eu não quero nada morno.
Eu quero agora,
eu quero escuridão,
eu quero luz pura,
não tô pronta pra estabilidade,
eu quero explosão
eu quero mais.
E eu sei que isso não é possível,
não é humanamente possível.
Então não venha.
Por favor,
não venha.
Eu tô bem sozinha,
estável,
quase ok.
Mas se você vier,
elétrico,
raio,
furacão,
trovões,
tem que ser pra se afogar em mim,
naufragar,
não consigo lidar com meios termos,
nem com gente que só quer molhar os pés.
Se você vier,
tome fôlego:
vai doer.
40x19 Bad Juju
Postado por
garota solteira procura,
Imagem: TingTing Huang
Bad Juju: any action that has a harmful or bad vibe to it.
- O que você disse?
Eu não ouvi.
Eu estava bêbada.
Ou não?
Tem alguma coisa errada,
eu acabei de tremer.
Me distraí olhando suas sobrancelhas,
eu simplesmente gosto delas, eu gosto do jeito como você morde o lábio inferior,
eu gosto do jeito como você repara em tudo e eu tô perdida demais não reparando nada.
Bad juju, você diz a coisa certa, você faz todas as coisas erradas do jeito certo,
bad juju.
Eu tô dando risada tão alto que meus ouvidos explodem,
eu tô feliz.
Bad juju.
Então eu me viro pra você,
você mexe a boca e eu não sei se entendi direito,
mas você estragou tudo, você estragou tudo porque eu não te disse que podia dizer isso.
Bad juju.
Eu tô quebrando garrafas,
eu quebro garrafas porque tô confusa
porque não sei o que vai acontecer amanhã.
porque eu tô ansiosa,
porque eu tô zangada
e feliz.
Aí eu acordo, no meio da noite,
numa casa que não é minha
e você tá olhando pra mim
e eu não quero magoar ninguém,
eu quero dizer isso
mas eu tô te magoando se disser,
eu tô te magoando se não disser.
Bad juju.
Eu acho que me desapaixonei por você.
Isso é bom, isso é lindo,
isso é mágico.
Fell out of love.
Você diz boa sorte,
eu digo boa sorte,
mas o fim da minha frase se estende e caminha atrás de você.
Eu dou uma risada tão alta,
eu tô tão feliz
que isso tem que ser errado de alguma maneira.
Ou será que não?
Ou será que tá na hora de eu me importar um pouco menos com toda essa bagunça de regras e consequências e
saltar?
- You are bad juju, girl. - diz a voz na minha cabeça - Bad, bad juju.
Eu sei.
- Você quer fazer alguma coisa agora?
("You are bad juju, girl. Bad, bad juju")
- Não
Eu quero.
Eu realmente quero.
Eu quero retirar o que eu disse, vou ir pra casa e bater a cabeça na parede.
Umas 100 vezes.
Mas eu não retiro.
Porque eu ainda não sei o que isso quer dizer.
Eu não faço a menor ideia.
Só sei que é assim.
Só sei que sou assim
Bad, bad juju.
Bad Juju: any action that has a harmful or bad vibe to it.
- O que você disse?
Eu não ouvi.
Eu estava bêbada.
Ou não?
Tem alguma coisa errada,
eu acabei de tremer.
Me distraí olhando suas sobrancelhas,
eu simplesmente gosto delas, eu gosto do jeito como você morde o lábio inferior,
eu gosto do jeito como você repara em tudo e eu tô perdida demais não reparando nada.
Bad juju, você diz a coisa certa, você faz todas as coisas erradas do jeito certo,
bad juju.
Eu tô dando risada tão alto que meus ouvidos explodem,
eu tô feliz.
Bad juju.
Então eu me viro pra você,
você mexe a boca e eu não sei se entendi direito,
mas você estragou tudo, você estragou tudo porque eu não te disse que podia dizer isso.
Bad juju.
Eu tô quebrando garrafas,
eu quebro garrafas porque tô confusa
porque não sei o que vai acontecer amanhã.
porque eu tô ansiosa,
porque eu tô zangada
e feliz.
Aí eu acordo, no meio da noite,
numa casa que não é minha
e você tá olhando pra mim
e eu não quero magoar ninguém,
eu quero dizer isso
mas eu tô te magoando se disser,
eu tô te magoando se não disser.
Bad juju.
Eu acho que me desapaixonei por você.
Isso é bom, isso é lindo,
isso é mágico.
Fell out of love.
Você diz boa sorte,
eu digo boa sorte,
mas o fim da minha frase se estende e caminha atrás de você.
Eu dou uma risada tão alta,
eu tô tão feliz
que isso tem que ser errado de alguma maneira.
Ou será que não?
Ou será que tá na hora de eu me importar um pouco menos com toda essa bagunça de regras e consequências e
saltar?
- You are bad juju, girl. - diz a voz na minha cabeça - Bad, bad juju.
Eu sei.
- Você quer fazer alguma coisa agora?
("You are bad juju, girl. Bad, bad juju")
- Não
Eu quero.
Eu realmente quero.
Eu quero retirar o que eu disse, vou ir pra casa e bater a cabeça na parede.
Umas 100 vezes.
Mas eu não retiro.
Porque eu ainda não sei o que isso quer dizer.
Eu não faço a menor ideia.
Só sei que é assim.
Só sei que sou assim
Bad, bad juju.
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