Imagem: TingTing Huang
Oráculo de Delfos, ela me disse
pra tomar cuidado, tome cuidado, quando ela chegasse.
Mas eu não tenho medo de nada,
ou tenho
eu me esqueço rápido,
nada faz sentido até fazer
Até você me mandar mensagem no meio da noite
dizendo coisas desconexas
e eu respondo
e você responde
e eu respondo
e você responde
Como se você soubesse
como se finalmente soubesse
o que elas disseram pra mim num quarto escuro com cheiro de tecido
Mas você não sabe, sabe?
Isso é só parte de uma ilusão,
de uma brincadeira de mal gosto, um trote,
e eu pergunto a ela "Por que você faz essas coisas?"
mas ela não responde, ela nunca responde.
Mas você responde
e eu respondo
e você responde
e eu respondo
e espero pela sua resposta
as palavras do oráculo se confundem na minha mente
"você vai começar a confundir as coisas"
e eu percebo que tô confundindo as coisas haha
e que deveria ser óbvio
que é óbvio pra todo mundo
menos pra mim
Isso não é real.
Não é coincidência, é um estado de espírito
passageiro
uma vela acesa no caminho escuro do labirinto
que se apaga quando ela for embora
e me deixa aqui
esperando pela sua resposta
mas você não responde mais,
passou a vontade
Por que é que a minha não passa?
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Imagem: TingTing Huang
Oi
(Não, não. Muito informal)
Olá
(Hm. Melhor "oi")
Oi, tudo bem?
Oi, TUDO bem?
Oi, tudo bem????
Digito.
Mas não envio.
Por que enviaria?
O que receberia de volta?
"Tudo. E você?"
E aí eu jorraria palavras desesperadas de novo, um bando delas, desconexas, perdidas, numa tentativa
(mais uma tentativa)
de fazer com que você me enxergasse de novo.
Não.
Durante esses dias, eu não só me percebi, me descobri.
Talvez tenha me apaixonado.
E eu não estou curada ainda, não completamente.
Ainda sinto vontade, às vezes, Hans.
Mas eu percebi coisas, eu senti coisas.
E a primeira e mais dolorosa delas foi
Você sempre esteve a um "enviar" de distância de mim.
Mas, pelo visto, eu estava infinitamente mais distante de você.
Quero dizer, só pode ser isso, certo?
Só pode ser essa a razão pela qual esse seu oi, esse olá, esse oi tudo bem, qualquer coisa, qualquer mensagem,
nunca chegou.
Porque estamos distantes, tão distantes que o "enviar" não poderia resolver,
nem eu,
nem você.
Oi
(Não, não. Muito informal)
Olá
(Hm. Melhor "oi")
Oi, tudo bem?
Oi, TUDO bem?
Oi, tudo bem????
Digito.
Mas não envio.
Por que enviaria?
O que receberia de volta?
"Tudo. E você?"
E aí eu jorraria palavras desesperadas de novo, um bando delas, desconexas, perdidas, numa tentativa
(mais uma tentativa)
de fazer com que você me enxergasse de novo.
Não.
Durante esses dias, eu não só me percebi, me descobri.
Talvez tenha me apaixonado.
E eu não estou curada ainda, não completamente.
Ainda sinto vontade, às vezes, Hans.
Mas eu percebi coisas, eu senti coisas.
E a primeira e mais dolorosa delas foi
Você sempre esteve a um "enviar" de distância de mim.
Mas, pelo visto, eu estava infinitamente mais distante de você.
Quero dizer, só pode ser isso, certo?
Só pode ser essa a razão pela qual esse seu oi, esse olá, esse oi tudo bem, qualquer coisa, qualquer mensagem,
nunca chegou.
Porque estamos distantes, tão distantes que o "enviar" não poderia resolver,
nem eu,
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17x16 Relicário
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Imagem: TingTing Huang
me dá sua boca pra eu esconder dela
me dá seus olhos e tudo que já viram
me dá seus ouvidos pra eu te contar histórias
me dá suas mãos pra eu segurar
me dá seu rosto pra eu guardar na memória
me dá os seus cabelos pra eu adorar
me dá os seus dedos, com aliança ou sem, pra eu curar os cortes de papel
me dá os seus ombros pra eu encostar a boca
me dá seu pescoço com os pêlos por arrepiar com meu hálito
me dá suas pernas pra se embolarem nas minhas quando o frio chegar
me dá seus pés batendo no ritmo de uma música qualquer
entregue-se a mim, inteiro ou despedaçado.
em átomos, em cubos: mas eu só quero se for você.
me dá sua boca pra eu esconder dela
me dá seus olhos e tudo que já viram
me dá seus ouvidos pra eu te contar histórias
me dá suas mãos pra eu segurar
me dá seu rosto pra eu guardar na memória
me dá os seus cabelos pra eu adorar
me dá os seus dedos, com aliança ou sem, pra eu curar os cortes de papel
me dá os seus ombros pra eu encostar a boca
me dá seu pescoço com os pêlos por arrepiar com meu hálito
me dá suas pernas pra se embolarem nas minhas quando o frio chegar
me dá seus pés batendo no ritmo de uma música qualquer
entregue-se a mim, inteiro ou despedaçado.
em átomos, em cubos: mas eu só quero se for você.
17x11 Lion's song
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Imagem: TingTing Huang
Ele abriu a boca a 2 cm da minha e dela saiu um rugido.
- O que você disse?
Ele abriu os olhos, confuso e constrangido - Eu disse que...
E o rugido, de novo, uma canção, um chamamento: uma música infinitamente mais selvagem e assustadora do que a sua.
Eu te agarro as omoplatas e te ouço dizer, distante:
- O que foi, B.?
E o rugido aumentando, cada vez mais ensurdecedor.
"Não me deixe ir, não me deixe ir"
Mas eu já não sou mais dona de mim: minhas carnes parecem se desprender do corpo, seu cheiro se torna repulsivo e até sua música se torna insuportável.
Me desculpe, me desculpe.
Ninguém vai te amar como eu. Até o leão chamar.
Ele abriu a boca a 2 cm da minha e dela saiu um rugido.
- O que você disse?
Ele abriu os olhos, confuso e constrangido - Eu disse que...
E o rugido, de novo, uma canção, um chamamento: uma música infinitamente mais selvagem e assustadora do que a sua.
Eu te agarro as omoplatas e te ouço dizer, distante:
- O que foi, B.?
E o rugido aumentando, cada vez mais ensurdecedor.
"Não me deixe ir, não me deixe ir"
Mas eu já não sou mais dona de mim: minhas carnes parecem se desprender do corpo, seu cheiro se torna repulsivo e até sua música se torna insuportável.
Me desculpe, me desculpe.
Ninguém vai te amar como eu. Até o leão chamar.
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