Acordo ao primeiro chamado do dia, como de costume.
No telão, o aviso com a lista da manhã:
Tomar café da manhã.
Na cozinha, sobre a mesa, a lista do desjejum:
ovos mexidos - de novo
ovos mexidos - de novo
suco de laranja
café
01 maçã, que odeio.
Como tudo, no tempo adequado. Quase me sobram segundos.
Enquanto como, tento não pensar.
Por um milésimo de segundo, me preocupo, minha testa franze e logo começa uma música delicada, som de harpa "não se preocupe".
Impenso novamente. Termino a minha maçã, limpo tudo, próximo passo.
Escovo os dentes. O telão me diz que é hora de evacuar.
Faço cocô, enquanto olho figuras e anúncios de bem estar e impensar.
Hora de me exercitar, apenas exercícios recomendados, é claro.
Depois, o banho. Visto a roupa recomendada.
Antes de abrir a porta, um mapa na tela me indica o caminho, a distância.
No trabalho, os avisos nas telas nos acompanham a cada hora, o que fazer, como, quando. Com quem falar, sobre o quê, preenchendo cada espaço, cada fôlego.
No trabalho, os avisos nas telas nos acompanham a cada hora, o que fazer, como, quando. Com quem falar, sobre o quê, preenchendo cada espaço, cada fôlego.
Meu monitor de batimentos me conforta.
Não há motivo para pressa, ansiedade, angústia.
Só preciso impensar.
E o faço, obedientemente, nem titubeio.
Um ou outro colega tem crises de ansiedade ao longo do dia.
Observamos e logo somos distraídos com os estímulos do impensar.
Eles logo desaparecem: Out of sight, out of mind.
Sorria!, diz o telão.
Eles logo desaparecem: Out of sight, out of mind.
Sorria!, diz o telão.
E eu o faço, naturalmente. Olho ao meu redor e todos sorriem.
Por que?, começo a pensar.
Mas paro
Por que não?
Por que não?
Caminho para casa durante os 16 minutos recomendados e falo apenas com 2 pessoas - recomendadas. No caminho, dizem os telões "Evite improvisos! Para o seu próprio conforto"
25/04/2025

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